pra não chorar


E cá estou, assistindo a Closer novamente. Primeira vez no cinema, depois mais uma ou outra tentativa na TV. Deveria ter ido dormir, mas fiquei até o fim desta vez. Mais um filme que me levará à peça. O primeiro foi Amadeus. Teatro inglês também, coincidência.
Dan: And you left him, just like that?(E você deixou ele, simples assim?)
Alice: It's the only way to leave. “I don't love you anymore. Goodbye.” (É o único jeito. “Não te amo mais. Adeus.”)
Dan: Supposing you do still love them? (E se você ainda ama a pessoa?)
Alice: You don't leave. (Você não deixa ela.)
De Mozart tenho muito pouco, e isto se considerarmos tudo o que qualquer ser humano tem em comum com outro, genes, basicamente. Das personagens desse outro filme, todas as quatro, acho que tenho, temos, todos, mais. Mas o gênio de Amadeus, o filme e a peça, é bem humano também. Assim como seu antagonista, Salieri, o suposto vilão.
Dan: Deception is brutal, I'm not pretending otherwise. (Traição é cruel, não vou fingir que não.)
Alice: How? How does it work? How do you do this to someone? (Como? Como acontece? Como você faz isso com alguém?)
[Dan is silent.] (Dan fica em silêncio.)
Alice: Not good enough! (Isso não é uma boa resposta!)
Alice: Is it because she's successful? (É porque ela tem sucesso?)
Dan: No. It's because... She doesn't need me. (Não. É porque… Ela não precisa de mim.)
Dan: I'll always love you. I hate hurting you. (Eu sempre vou te amar. Detesto te machucar.)
Alice: Then why are you? (Então por que você está me machucando?)
Alice: You still fancy me? (Você ainda gosta de mim?)
Dan: ...Of course. (Claro.)
Alice: You're lying. I've been you. (Mentiroso. Eu já disse isso também.)
Alice: Can I still see you? (Ainda posso te ver?)
[Dan stands silent.] (Dan permanece calado.)
Alice: Dan, can I still see you? Answer me. (Dan, eu ainda posso te ver? Me responde.)
Dan: I can't see you. If I see you, I'll never leave you. (Não posso te ver. Se eu vir você, nunca vou te deixar.)
Alice: What will you do if I find someone else? (E se eu conhecer outra pessoa?)
Dan: Be jealous. (Eu ia ficar com ciúme.)
Há várias outras passagens igualmente ou mais interessantes. Minha escolha certamente foi parcial. Mas vai passar. Logo, espero. Na verdade, falando em passagens, estava pensando em copiar outra aqui, outras, talvez, brincadeirinhas em várias línguas. Fica pra depois, que isso de ficar se procurando, se achando em obra de arte é...
Alice: Where is this love? I can't see it, I can't touch it. I can't feel it. I can hear it. I can hear some words, but I can't do anything with your easy words. (Onde está esse amor? Não consigo ver, não consigo tocar. Não consigo sentir. Só consigo ouvir. Eu ouço umas palavras, mas não consigo fazer nada com as suas palavras fáceis.)
Alice: [to Daniel] You're a piece of shit. (Você é um merda.)
Foda, rs. Foda, no bom sentido, é a canção-tema do filme, ‘The blower’s daughter’, título foda também de traduzir. Na legenda ficou “A filha do vento” – e agora tenho a impressão de já ter copiado e traduzido essa letra por aqui. ‘‘Til I find somebody new.’ é meio que disappointing, depois de todos aqueles ‘I can’t take my eyes/mind off you.’, e, ainda assim, surprisingly true and refreshing.
O trailer: http://www.youtube.com/watch?v=OS-SLbjLTNA
O clipe: http://www.youtube.com/watch?v=5YXVMCHG-Nk
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Isso porque eu ia escrever sobre A mulher que matou os peixes, da Clarice, rsrsrs. Ah, sim, e o nome dela não era Alice. Ela, a mocinha do filme. A parte real, como ela diz, foi deixada de fora. Em teoria, não sofreu. A Alice de verdade morreu em um incêndio salvando três crianças, simbolozinho curioso atirado na nossa cara no final do filme. No da peça, a Jane, nome verdadeiro da tal personagem, parece que morre também, acidente de carro, como no início. A volta ao princípio.
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(créditos: Patrick Marber, acho, e Damien Rice)
Outro dia li, não me lembro onde ou por quê, outra menção ao fato de que há povos contrários à fotografia pois ela roubaria a alma do fotografado. Tampouco sou fã de fotos eu mesma: as dos outros me parecem raramente relevantes e as minhas inevitavelmente horríveis. Mas hoje dou o braço a torcer e registro aqui o motivo:
Cheguei à conclusão de que, além do curto período da minha primeira infância, em que ainda não havia um eu pensante que se preocupasse com o que os outros pensavam, a imensa maioria das quase nenhumas fotos em que saí realmente, se não esteticamente, bem foram as tiradas ao lado de algumas das minhas melhores amigas.
Creio haver uma espécie de unanimidade quanto a fotos “espontâneas”, popularmente consideradas melhores do que aquelas em que nos mandam dizer xis. O melhor de nós mesmos não precisa de maquiagem – embora ela ajude bastante no tocante ao nosso pior fisicamente, como se pode notar nos exemplos dados, aliás, rs.
Hipótese: a fotografia como espelho da alma - anima, estado de ânimo.Dez minutos pra aula:
- Eu precisava ouvir mais essa hoje!
Dois minutos pra aula:
- Tá tudo bem? Cê tá se sentindo bem? Cê tá branca!
Como explicar? Dizer a uma que ela não sabe o que eu ouvi hoje? Dizer à outra que ela não sabe o que eu ouvi nos últimos dias?
Sexta: E eu sinceramente quero me concentrar em outras coisas... Não em um relacionamento, desculpa...
Hoje: Ir aí? Você tá louca?!
Pois é, devo me concentrar em outras coisas, devo estar louca. Como explicar essa vontade de dizerMúsica que não sai da minha cabeça desde que vi o filme uma semana atrás - bonitinha. Ou melhor, "loverly". :) Quem me dera saber cantar - desafinando terrivelmente pela casa, pela rua, até no serviço de vez em quando, rs. Irresistível, fazer o quê?
All I want is a room somewhere
Far away from the cold night air
With one enormous chair
Oh, wouldn’t it be loverly?
Lots of chocolate for me to eat
Lots of coal making lots of ‘eat
Warm face, warm ‘ands, warm feet
Oh, wouldn’t it be loverly?
Oh, so loverly sittin’ absobloominlutely still
I would never budge till spring
Crept over me winder sill
Someone’s ‘ead restin’ on my knee
Warm and tender as ‘e can be
Who takes good care of me
Oh, wouldn’t it be loverly?
Loverly
Loverly
Loverly
Oh, wouldn’t it be loverly?
Loverly
Loverly
Loverly
Wouldn’t it be loverly?
Julie Andrews: http://www.youtube.com/watch?v=zA7sidgFGHU
Audrey Hepburn: http://www.youtube.com/watch?v=YEcX9gNVg1U
Eu particularmente acho uma pena terem passado pra frente, no cinema, o papel que era da Andrews no teatro. Ela não só canta de verdade, como atua de verdade também, na minha modesta opinião. Só vi esse filme com a Hepburn, mas me decepcionei - um rostinho bonito, será? Baixando Breakfast at Tiffany's pra conferir.
(créditos: o pessoal de My fair lady)
sobre o autor de
Cinco poemas para Cris,
Otros cinco poemas para Cris e,
finalmente,
Cinco últimos poemas para Cris
(o que eu gostaria de que fosse Un poema para Cris, sim)
Mariposas
El domingo de 1984 en que Julio Cortázar murió en París, la ciudad de Buenos Aires fue escenario de un hecho inédito en su historia: una invasión de mariposas. Al día siguiente, los científicos explicaron que una oleada de calor en una zona rural vecina originó una migración inicial de mariposas en busca de fresco, y que miles de ejemplares fueron acoplándose durante el trayecto, hasta que desembocaron en el centro porteño.
(balãozinho de gibi) - Lo que está ocurriendo es normal... Si se conoce la lógica cortazariana...
El fenómeno no se ha repetido, hasta hoy, pese a que ha habido veranos mucho más calurosos que aquel. Las crónicas, las notas y los comentarios publicados por entonces no relacionaron aquella alteración momentánea de la ecología de la ciudad con el deceso del escritor. Para casi todo el mundo se trató de una curiosidad científica o, en todo caso, una “nota de color” a la hora de conformar la agenda informativa de los medios, tan aburrida, en general, durante los meses de calor.
(créditos: Carlos Polimeni e Miguel Rep)
Como não lembrar de você, minha amiga?
(A propósito, obrigada pelo e-mail - parece que temos muito o que conversar...)
Eis o que encontro assim que abro meu e-mail, aqueles links aleatórios com que se ganha, sabe-se lá como, dinheiro na internet, de frase do dia a receita vegetariana.
Este veio bem a calhar – ou não, who knows?
A idéia parece boa, conselho sábio e tal, mas – se não se diz (quase) nada, o que há para ser ouvido? O silêncio, diriam, as entrelinhas, talvez. Quanto menos você fala, menos os outros têm para ouvir, diria eu. Ou: quanto menos você fala, mais você escuta, e com este eu concordo plenamente. É bom ouvir – quando há o que se ouvir, claro. A arte do saber escutar. Sabedoria, sim, aprender com os outros – ou dar corda pros outros se enforcarem no seu lugar, o que também é válido, e sábio, aliás.
Só que hoje acordei com vontade de falar – não muita, que esse meu caso de amor com as palavras também parece estar se esgotando, me esgotando, já, não sei. Olho pra elas, elas olham pra mim, e não sai disso – “Enfim, juntas. Aqui estou – chamou?”, “Ãhn-han.”, “E então?”, “Então o quê?”, “Como assim o quê? Chamou por quê?”, “Não sei, só chamei.”, “Ah, tá.” Então a gente se olha, se olha, se olha e logo alguém se cansa e desiste de tentar – o quê, nem nós sabemos. Brochante. Frustrante, sim. Triste, eu diria.
Mas temos, as palavras e eu, quero dizer, essa vontade de estar-junto, por mais que não saibamos bem pra quê, essa vontade de olhar, olhar, olhar, o que já deve ser alguma coisa. Já você e eu... Não sei.
Porque eu, eu jamais deixaria de acolher uma palavra sua – não foi assim, aliás, que te acolhi? Te peguei pelas pontas dos dedos, a boca dos textos, palavra, só depois o beijo – você se lembra, não lembra? Então. Eu jamais, e eis uma palavra que me dá medo, e ela sabe, “jamais”, mas que insiste em me rondar em alguns casos, neste, em especial, sabida ela – eu dizia que jamais, e há tantos: o telefone que não toca; o frio que, quando o telefone toca; o vento que, quando o telefone toca; o pé no chão que, quando o telefone toca; o estômago vazio que, quando o telefone toca; o sono que, quando o telefone toca; o horário que, quando o telefone toca; o trabalho que, quando o telefone toca; os outros que, quando o telefone toca; etc. – que, quando o telefone toca, ou não toca. Quanto a mim, que se danem o frio, o vento, o pé, a fome, o sono, a hora: o seu telefone tocaria, ou o meu eu não desligaria, com frio, vento, pé descalço, barriga vazia, olhos pesados, horário marcado e tudo, isso eu te garanto, eu, que, de resto, garanto tão pouco – quanto ao trabalho e aos outros, bem... Bem mais difícil de mandar se danar, mas ainda assim, ainda assim, eu, pra quem eles significam tanto, você sabe, não sabe? Não? E desde quando você se importa? Com o frio, o vento, o pé, a fome, o cansaço, a hora e etc., sim, quero dizer? Pois eu não sabia. Com o que você se importa, aliás? Sabe que eu não sei?
E cá estão as palavras, sim, blá-blá-blá, blá-blá-blá, blá-blá-blá – tão carinhoso, ou não, que seja. Quase uma carta de amor – ou será que não? Já posso dizer que sou ridícula, então – já poeta, ou poetisa... Palavra que me agrada, sim, isso do isa, pitonisa, profetisa, sacerdotisa, papisa, as mulheres todas, belas – e inúteis, como as palavras, aliás.
Sabe de uma coisa? Acho que você me hipnopoetiza – and that’s it, que já falei too much.
(créditos: Quote of the day, Gmail, sabe-se lá quem – como se importasse... E não importa?)
Um fio de cabelo (não, não no meu paletó – ufa, essa foi por pouco! rsrsrs) e um saquinho plástico encontrados ao acaso entre as páginas do meu Petit Robert e eu toda piegas... rs É f*da (ou, pelo contrário – deixa pra lá, piadinha infame, sorry, rs, porque quem desdenha, não é? Who knows?), com o perdão da palavra, claro (que palavra sempre tem perdão, ou quase – quase).
Subject: PRÊMIO LITERÁRIO PARA OBRAS INÉDITAS DÁ 100 MIL EUROS AO VENCEDOR
Date: Fri, 25 Apr 2008 18:42:46 -0300
Prezada Professora M...,
O Grupo editorial português Leya lança prêmio literário que dará €100.000 ao melhor romance inédito escrito em português.
Além do ganhador, o júri poderá atribuir um ou mais "Prêmios Leya Finalistas" no valor de €25 mil para cada obra.
Pedimos que o senhor divulgue entre seus pares pois a intenção do Grupo é receber o maior número possível de originais de autores brasileiros, africanos e portugueses.
Os romances agraciados com a premiação serão publicados por uma das editoras do grupo e vão ser distribuídos simultaneamente em todos os países que adotam oficialmente a língua portuguesa. Podem concorrer ao prêmio autores de qualquer nacionalidade. O prazo máximo para o envio dos originais é 15 de junho de 2008.
O vencedor do prêmio será anunciado na Feira do Livro de Frankfurt, em outubro deste ano.
O regulamento do Prêmio Leya pode ser acessado em www.leya.com
Sobre a Leya
Leya, maior empresa editorial portuguesa, nasceu em janeiro de 2008 como uma holding de 12 editoras. Com sede em Lisboa, o grupo compreende as Edições ASA, a Editorial Caminho, as Publicações Dom Quixote, a Gailivro e as Edições Nova Gaia, a Texto Editores, as Edições Ndjira (Moçambique), as Edições Nzila (Angola) e também as editoras Caderno, Lua de Papel, Oceanos e Livros d'Hoje.
Com sede em Lisboa, a Leya é hoje a maior empresa editorial portuguesa, líder no mercado de edições gerais.
Ocupa também lugar de destaque no mercado do livro didático e paradidático. Entre os autores no catálogo das editoras do grupo estão José Saramago, Antonio Tabucchi, António Lobo Antunes, José Cardoso Pires, Sophia de Mello Breyner Andersen, Pepetela, José Eduardo Agualusa, Ondjaki, João Ubaldo Ribeiro, Graciliano Ramos, Moacyr Scliar, Mário de Carvalho, Mia Couto, Gonçalo Tavares, entre outros grandes nomes do mundo lusófono.
Estamos a disposição para maiores esclarecimentos.
Atenciosamente,
...
(O regador de plástico verde dela)
[that’s my job]
(esse é o meu trabalho)
For her fake Chinese rubber plant
(Para a planta chinesa falsa de borracha dela)
[those are my clients]
(esses são os meus clientes)
In the fake plastic earth
(Na terra falsa de plástico)
[that’s our milieu]
(esse é o nosso meio)
(Que ela comprou de um homem de borracha)
[those are those who’ve taught me and those who pay me for what I’ve learnt]
(esses são os que me ensinaram e os que me pagam pelo que aprendi)
In a town full of rubber plans
(Em um povoado* cheio de planos de borracha)
[those are our expectations]
(essas são as nossas expectativas)
To get rid of itself
(Para se livrar de si mesmo)
[that’s our secret]
(esse é o nosso segredo)
It wears her out, it wears her out
(Isso acaba com ela, isso acaba com ela)
[those are my feelings]
(esses são os meus sentimentos)
It wears her out, it wears her out
(Isso acaba com ela, isso acaba com ela)
[those are definitely my feelings]
(esses são sem dúvida os meus sentimentos)
She lives with a broken man
(Ela mora com um homem quebrado)
[that’s my dad]
(esse é o meu pai)
A cracked polystyrene man
(Um homem rachado de isopor)
[that’s definitely my dad]
(esse é sem dúvida o meu pai)
Who just crumbles and burns
(Que só desmancha e queima)
[that’s my dad, indeed]
(esse é o meu pai mesmo)
He used to do surgery
(Ele fazia cirurgia)
[that’s his job]
(esse é o trabalho dele)
For girls in the eighties
(Para garotas nos anos oitenta)
[that’s his job years ago]
(esse é o trabalho dele anos atrás)
But gravity always wins
(Mas a gravidade sempre ganha)
[that’s the result of his job]
(esse é o resultado do trabalho dele)
And it wears him out, it wears him out
(E isso acaba com ele, isso acaba com ele)
[those are his feelings]
(esses são os sentimentos dele)
It wears him out, it wears...
(Isso acaba com ele, isso acaba...)
[those are probably his feelings]
(esses são provavelmente os sentimentos dele)
She looks like the real thing
(Ela tem a aparência da coisa real)
[that’s either me or a lover]
(essa sou eu ou um amante)
She tastes like the real thing
(Ela tem o gosto da coisa real)
[that’s definitely any of us]
(essa é sem dúvida qualquer um de nós)
My fake plastic love
(Meu amor falso de plástico)
[that’s our attempt]
(essa é a nossa tentativa)
But I can't help the feeling
(Mas não consigo evitar essa sensação)
[those are my thoughts]
(esses são os meus pensamentos)
I could blow through the ceiling
(Eu poderia explodir pelo teto)
[that’s the thing in my throat]
(essa é a coisa na minha garganta)
If I just turn and run
(Se eu apenas me virasse e corresse)
[that’s my secret]
(esse é o meu segredo)
And it wears me out, it wears me out
(E isso acaba comigo, isso acaba comigo)
[those are my feelings]
(esses são os meus sentimentos)
It wears me out, it wears me out
(Isso acaba comigo, isso acaba comigo)
[those are definitely my feelings]
(esses são sem dúvida os meus sentimentos)
And if I could be who you wanted
(E se eu pudesse ser quem você queria)
[those are my tears]
(essas são as minhas lágrimas)
If I could be who you wanted
(Se eu pudesse ser quem você queria)
[those are my timeless tears]
(essas são as minhas lágrimas atemporais)
All the time, all the time
(O tempo todo, o tempo todo)
[those are my dream and my nightmare]
(esses são o meu sonho e o meu pesadelo)
[that’s my non-translatable silence]
(esse é o meu silêncio intraduzível)
* “erros” de tradução (eternamente em andamento, por sinal), em sua maioria, propositais
(créditos, entre outros, a Radiohead)
E escancaro-lhes duas outras portas, muitas:
http://ameba-symondevil.blogspot.com/
“The wrong words in the right places.”
A quem quer caminhos convergentes, liberté.
Fraternité, amigos. Amigos, égalité.audição: Coldplay, Parachutes, o primeiro oficial – deles e meu deles
olfato: Hershey novo de brigadeiro, maçã desidratada Jasmine e pastilha Trident de canela – impregnados na caixinha do CD
paladar: Talento com recheio cremoso de avelã e Fandangos sabor presunto – vegetariana, sim, radical, não
visão: Freddie Mercury e Montserrat Caballé, Barcelona, 1992 – visão de outro mundo, o dos mortos, o da minha infância
tato: as pernas sob o efeito de gotas do tal Corpo a Corpo de extrato de chá verde e a mão direita ainda sob o efeito de horas do tal Satinelle Massage – sinestesia ou anestesia, outra questão
“entre o sim e o não, quantos talvez?” – uma tradução que, como tantas outras coisas, dentre elas frases acidentalmente novas para canções prematuramente velhas, não sei ao certo se existe só na minha cabeça
Fazia tempo que eu não passava mal por causa do calor. Perfeito pra sair de casa, roupa leve, bebida gelada. Ontem estavam tocando blues, um p*ta blues, por sinal. Só não atravessei a rua e fui lá porque estava um bagaço. Agora estou melhor, depois de um pouco de sono e muita água, mas também não vou. Acordo cedo amanhã, um saco. Também, boa como ontem a música provavelmente não vai estar, mesmo... Sim, quem desdenha, rs. Letra para o dia de hoje:
- Adriana Calcanhotto -
Tarde turquesa
Talvez porque você não esteja
Tudo lateja
Tarde sem nuvem
Talvez por sua ausência
Tudo derreta
Noite sem ninguém
Nada se mexe
Eu sonho nosso amor a sério
E você em outro hemisfério
Enquanto tudo derrete
Enquanto tudo derrete
Enquanto tudo parece
Derreter...
Até que morar com a minha mãe não é tão ruim assim. Até que dar aula pra crianças não é tão ruim assim. Até que acelerar o ritmo das aulas não é tão ruim assim. Tudo isso pelo pouco que pude experimentar disso tudo hoje. Deixando os apesares de lado, é bem capaz que eu acabe encontrando um lado filha, um lado mãe, um lado professora em mim. Que coisa – estranha? maravilhosa? fantástica? Brincar com as categorias do Todorov vá lá, querer ser boa filha e boa professora também, já se deixar levar pelo comprovadamente falso instinto maternal não, né? Era só o que me faltava. O pior é que essa minha inesperada atração por/em crianças – não, seus pervertidos!... rs – já está começando a me incomodar. Deve ser a idade, rs. Mas é criança que me procura pra brincar, é mulher grávida que me procura pra conversar... Confesso que fico meio lisonjeada – meio tentada?! Não, preciso me lembrar de que criança é uma gracinha no colo e no ventre dos outros. É, isso. Ah, e também preciso me lembrar de separar essas três coisas, filha, mãe, professora, claro. Diz a regra que não se deve misturá-las, ao menos no que diz respeito à coisa-professora, e eu obedeço.
Engraçado notar que, apesar de todas as (muitas) diferenças, sua mãe e você são (muito) mais parecidas do que pensavam. Mulheres, enfim.
Obrigada, mãe. Foi um dia adorável, como diriam, em inglês, claro, os falantes de inglês. Adorável pelas risadas, pelos conselhos e apesar das fotos, rs.
Compensou chegar na aula às onze e ouvir que tenho uma boa impostação de voz. Imagine, fazer televisão. Teatro me atrai, sim, e me seria “útil”, inclusive, no sentido mais prático do termo mesmo. Mas me esqueci de dizer a ele que, quando criança, queria ser dubladora (dubladora? Whatever, dubladora, não dublê – desastrada que sou... Meu negócio parece mesmo ser voz, não corpo, embora o corpo, que hoje tanto me – anyway). Pena que precisa de licença de ator pra isso, pelo que eu saiba, ao menos se você não tem “Q.I.”. Fazer teatro, então, um dia, quem sabe. Vai que eu me descubro, vai que eu me encontro, ainda que num desses grupos da terceira idade, rs.
TV puxa teatro, teatro puxa cinema – então, falando nisso, pena que só havia eu pra ver Dois anjos, filme que me atraiu pelo cartaz mesmo, não me perguntem do que se trata, algo assim meio “cult”, pelo pouco que pude perceber. Véspera de feriado e quase ninguém no cinema, quase todo mundo pra ver as tais torres (que, sim, quero ver também, tendo visto já Vôo 93, mas hoje não cabia nos meus horários – hum, quem vê pensa!... rs) ou o tal grito, que coisa. Mas compensou descer de volta, parar na farmácia pelos frasquinhos coloridos, fingir um interesse que é meio verdadeiro por perfumes e acabar comprando três bombons diet deliciosos, uma supresa, rs.
Sim, e se um dia eu tiver uma banda (“se eu tiver uma banda”, rsrsrs!... Deveria escrever “se eu tivesse uma banda”, isso sim, mas...), na verdade, não eu, minha amiga Tania e eu, ela se chamará Caracóis do Mau. Se for gótica, boa sugestão da minha band partner, Grinaldas da Morte, que, aliás, parece coisa de viúva negra e tal, rsrsrs!... E se eu tiver outra banda, agora com a minha amiga Simone, ela se chamará Hamanaki, porque Minabata parece coisa de gente sádica, e a gente até que é boazinha, apesar de – deixa pra lá, rs. Os possíveis nomes pra minha impossível banda com a Si vêm dos nossos sobrenomes, claro. Já os possíveis nomes pra minha também impossível banda com a Tan deixo pra vocês adivinharem de onde vêm. Não, como eu disse que sou até que boazinha, um deles explico abaixo – o outro, dica: vem de um livro infantil de um escritor gaúcho que é um dos meus favoritos, nacional e internacionalmente falando. Pois é, não digo o nome do livro porque não me lembro, só isso, na verdade, rs...
Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. Abri-o: era o de uma moça. Aquele branco da mortalha, as grinaldas da morte na fronte dela, naquela tez lívida e embaçada, o vidrento dos olhos mal-apertados... Era uma defunta!... (...)
E continua com uma cena de necrofilia, logo desfeita por catalepsia, seguida por delírio e morte, enfim. Sim, Álvares de Azevedo em seu “lado negro”, como vocês bem conhecem, o meu preferido, aliás, a história de Solfieri, uma das minhas preferidas, talvez, junto, se bem lembro, com a de Johann, em Noite na taverna, um dos meus livros preferidos, que há tempos gostaria de adaptar para o teatro, grandíssima pretensão a minha – ah, sim, por que não?, e encenar também, talvez num dos papéis masculinos, por que não?, pretensões maiores ainda, rs.
E a ponte me lembrou, e os girassóis (não, não há girassóis no Alvinho, como carinhosamente o chamávamos, não que eu lembre, pelo menos, e sim no Caio – estão vendo só? Entreguei o autor já, agora só falta eu me lembrar do livro, rs) me lembraram... Fantasmas. Damned little morbid side of mine, rs.
O cartaz aí em cima serve mais pra enganar, mesmo. Não que eu tenha ido ao cinema só pra enganar, muitíssimo pelo contrário, se tem coisa que não faço é isto, e, por sinal, detesto quem o faz, mas é que não me considero apta a tecer comentário algum sobre o filme tendo-o visto assim, pensando no livro há pouco mal começado e tal. Poderia dizer que o som, poderia dizer que a chuva, poderia dizer que os animais, poderia dizer que os atores, em sua imensíssima maioria, mas prefiro me calar, ao menos até uma próxima vez, se é que haverá uma próxima vez, e até o final do romance. Romance sobre o qual o próprio autor escreveu, aliás:
(...) Quando eu terminei O Veneno da Madrugada, meu primeiro romance, dei os originais a vários amigos, desses que costumam ser muito críticos, e eles me disseram: “Parabéns, é boa, mas, claro, não é um grande livro.” Devem ter notado alguma coisa no meu rosto, porque se apressaram a acrescentar: “Nenhum primeiro romance é um grande romance.” Sofri uma desilusão tremenda. Pensava: “Agora sim, me danei. Sou incapaz de escrever alguma coisa melhor do que esse livro.” Senti que o meu mundo caía, e não conseguia parar de repetir: “Eu me danei, me danei...”.
O romance, no entanto, está me agradando (tanto que até já copiei um trecho dele por aqui, trecho encenado, aliás, com modificações que, sei lá, viu?) – o filme, por outro lado... Mas eu disse “sem comentários por enquanto”, e vou tentar cumprir o que disse, apesar de saber muito bem que já descumpri, que nas entrelinhas, como sempre, me entrego, coisa que até um cego pode ver, e que não vem ao caso aqui. E falando nisso, e citando o Gabo, me lembrei, pela segunda vez nesta atualização de hoje deste blog tosco, neste que é o segundo post do dia, porque o de amanhã é, na verdade, o de hoje, já de ontem, pelo horário, sendo bem precisa, e o de hoje é, na verdade, o de ontem, ou o de anteontem, precisão e tal, então, me lembrei de algo, alguém, sendo bem precisa, que – que absolutamente não deveria vir ao caso aqui, mas que vem, e como vem, e como sempre, e com muitíssima mais freqüência do que eu gostaria de que viesse, já que não vem de fato e tal, e talvez pra minha própria sorte, ainda que pro meu próprio azar...
De volta ao assunto, porque é o mesmo assunto, embora não pareça, foi legal encontrar o Caio no SESC ontem (que, como vocês sabem, não é ontem, mas tudo bem, façamos de conta que é), foi legal ir à Zoom com ele hoje (que, sim, como vocês sabem, etc.), foi legal reclamar, saudade tanta, do nosso casal de amigos que morreram pro mundo pra viver só um pro outro, a coisa mais estupidamente romântica que já vi, rs, foi legal falar sobre (in)definições sexuais e outros (pre)conceitos, foi legal parar num bar em que eu nunca tinha tido coragem de parar antes, rs, foi legal conversar com a “tiazinha” do carrinho de lanche, porque pra conversar só não importa se a gente é ovolactovegetariana ou não, e foi legal dividir uma cerveja depois de tanto tempo bebendo sozinha. Preciso fazer isto mais vezes, beber acompanhada, não sozinha, é claro, que sozinha eu já bebo quase sempre.
Ah, já ia me esquecendo de duas coisas não menos (talvez até mais, na verdade, mas quem sou eu pra julgar qualquer coisa?) importantes: a história que o João nos contou sobre o médico jovem lá de Ribeirão, esperança de um futuro melhor, e a conversa que minha mãe e eu tivemos neste fim-de-tarde, esperança de um futuro melhor?...
Mas isso de primeiros romances... Primeiros álbuns conheço vários que são grandes, sim, no sentido de grandiosos mesmo. Vou prestar mais atenção às estréias dos romancistas, então, depois lhes conto o que deduzi deste assunto. Só sei que, em geral, tudo que é primeiro, é primeiro, vocês sabem.
(créditos que estavam nas entrelinhas: Ruy Guerra e Gabriel García Márquez)
Rock de excelente qualidade à tarde e, à noitinha:
Composição: Luiz Tatit e Dante Ozzetti
Vem me abraçar, vem
Vem reparar bem
Quem é que abraçou quem
Pois vou lhe abraçar também
Quem dá um abraço
Não sabe se deu
Ou se devolveu
Ou se perdeu
Quando o abraço sai de alguém e não volta
Não envolveu
Anunciou
Renunciou
Dissolveu
Vem me abraçar, vem
Vem reparar bem
Quem é que abraçou quem
Pois vou lhe abraçar também
Quem quer um pedaço
Um pouco de alguém
Abraçando tem
E ainda mais
Se o abraço for além de um minuto
Aí é fatal
Envolveu
Você tem
Um alguém total
“A sexta-feira amanheceu morna e seca. O Juiz Arcadio, que se vangloriava de fazer amor três vezes por noite desde que o fizera pela primeira vez, rebentou naquela manhã os cordões do mosquiteiro e caiu no chão com sua mulher no momento supremo, enredados os dois na cortina de renda.
- Deixe assim. - murmurou ela. - Depois eu ajeito.
Surgiram completamente nus por entre as confusas nebulosas do mosquiteiro. O Juiz Arcadio foi ao baú apanhar umas cuecas limpas. Quando voltou, sua mulher já estava vestida, pondo o mosquiteiro em ordem. Passou sem olhá-la, e sentou-se do outro lado da cama para calçar os sapatos, a respiração ainda alterada pelo esforço do amor. Ela o perseguiu. Encostou em seu braço o ventre redondo e tenso e lhe mordeu a orelha. Ele a afastou com suavidade.
- Deixe-me quieto. - disse.
Ela soltou uma gargalhada cheia de boa saúde. Acompanhou o marido até o outro extremo do quarto, tocando-lhe os rins com os indicadores. “Anda, burrinho”, dizia. Ele deu um salto e lhe afastou as mãos. Ela o deixou em paz e voltou a rir, mas de repente ficou séria e gritou:
- Jesus Cristo!
- Que foi? - perguntou ele.
- A porta ficou aberta de par em par. - gritou. - Já é muita falta de vergonha.
Entrou no banheiro às gargalhadas.”
Trecho de O veneno da madrugada, cujo título original é La mala hora – preciso terminar de ler pra ver se entendo o porquê dessa tradução... Pena que não vou conseguir antes de ver o filme, amanhã, ou segunda, não sei.
Manhã:
- On peut faire passer le hoquet en buvant un peu d’eau avec la tête baissée.
[- Pode-se fazer passar o soluço bebendo-se um pouco d’água com a cabeça abaixada.]
O negócio é conseguir beber água com a cabeça abaixada!...
Tarde:
“Narrar es fácil (...) si uno ha vivido lo suficiente para captar el orden de la experiencia.”
Como diria a Madonna, “hope I live to tell”, rs.
Noite:
- Não tô perseguindo você, não. É que é mais fácil pra mim aqui.
- Claro!...
De um telefonema a um ônibus, preciso escrever (mais) um e-mail!


Adorando ouvir “espanhol de verdade” assim, por dias seguidos, e me indignando contra “espanhóis de mentira” desnecessários. Lembranças de dois amigos – cada um com a sua respectiva distância, cada um com a sua respectiva importância –, cidades, universidades, o norte e o sul. Eu, equador. Euquador. Eu-coador. Eu co’a dor. Trocadilhozinhos interessantes, rs. Sim, mas quem sabe um dia?...
(créditos de parte de parte do título: Profª. Drª. Teresa Cabañas)
P.S.: E adorei meu cabelo novo, ainda mais curto!... :)
kiwi
maçã verde
pêra portuguesa
leite desnatado
toddy
farinha láctea
farinha de aveia
aveia em flocos finos
café solúvel
chá tipo Índia
chá tipo abacaxi e hortelã
pão light tipo aveia
pão light tipo iogurte
escova de dente
fio dental
enxaguador bucal
desodorante tipo roll-on
curativo tipo band-aid
Frase do dia, a qual nada tem a ver com o dia, mas...:
“Ne vends pas la peau de l’ours avant de l’avoir tué.”*
Ou, em bom português:
“Não conte com o ovo antes de a galinha botar.”
Explicação interessante:
“Lá eles têm urso, aqui a gente tem galinha, oras, rs.”
*literalmente, “Não venda a pele do urso antes de o ter matado.”

“There are no mistakes in tango. Not like life. Simple... That’s what makes tango so great. It’s simple... If you make a mistake, if you get all tangled up, you just tango on.”
[“Não existem erros no tango. Diferentemente da vida. Simples... Isso é o que faz o tango tão grandioso. É simples... Se você comete um erro, se você fica todo enrolado, você simplesmente continua dançando.”]
Vontade de voltar a fazer aula!... Mas... E o parceiro?! Saco, rs.

Wendy: Xavier’s gone to school. Okay? (O Xavier foi pra escola. Certo?)
Xavier’s Mother: Ah, oui! Il est à la fac. (Ah, sim! Ele está na faculdade.)
Wendy: What? (Quê?)
Xavier’s Mother: La fac! (A faculdade!)
Wendy: La fuck? (A foda?)
Xavier’s Mother: Yes. After fac he can telephone maman. (Sim. Depois da faculdade ele pode telefonar pra mamãe.)
[Wendy, gastando o seu “francês”, após essa breve conversa telefônica com a mãe de Xavier:]
Wendy: I’m going to fuck. (Vou à foda. / Vou foder.)
- The Fifth Dimension -
When the moon is in the seventh house / And Jupiter aligns with Mars / Then peace will guide the planets / And love will steer the stars / This is the dawning of the age of Aquarius / Age of Aquarius / Aquarius! / Aquarius!
[Quando a lua estiver na sétima casa / E Júpiter se alinhar com Marte / Então a paz guiará os planetas / E o amor conduzirá as estrelas / Este é o despertar da era de Aquário / Era de Aquário / Aquário! / Aquário!]
Harmony and understanding / Sympathy and trust abounding / No more falsehoods or derisions / Golden living dreams of visions / Mystic crystal revelation / And the mind’s true liberation / Aquarius! / Aquarius!...
[Harmonia e entendimento / Simpatia e confiança em abundância / Nada mais de falsidade ou desprezo / Vivos sonhos dourados de visões / Revelação mística de cristal / E a verdadeira liberação da mente / Aquário! / Aquário!...]
Let the sunshine, let the sunshine in, the sunshine in / Let the sunshine, let the sunshine in, the sunshine in / Let the sunshine, let the sunshine in, the sunshine in...
[Deixe o brilho do sol, deixe o brilho do sol entrar, o brilho do sol entrar / Deixe o brilho do sol, deixe o brilho do sol entrar, o brilho do sol entrar / Deixe o brilho do sol, deixe o brilho do sol entrar, o brilho do sol entrar...]
Oh, let it shine, c’mon / Now, everybody, just sing along / Let the sun shine in / Open up your heart and let it shine on in / When you are lonely, let it shine on / Got to open up your heart and let it shine on in / And when you feel like you’ve been mistreated / And your friends turn their back on you / Just open your heart, and shine it on in* / You got to feel it, you got to feel it...
[Ah, deixe-o brilhar, vamos / Agora, todo mundo, cantem junto / Deixe o sol entrar e brilhar / Abra o seu coração e deixe-o entrar e brilhar sem parar / Quando você estiver só, deixe-o entrar e brilhar sem parar / Tem que abrir o seu coração e deixá-lo entrar e brilhar sem parar / E quando você se sentir como se tivesse sido maltratado / E seus amigos derem as costas pra você / Apenas abra o seu coração, e entre e brilhe(-o?) sem parar* / Você tem que sentir, você tem que sentir...]
*trecho estranho, no original e na tradução, acho
Eu, que não sou eu, e sim Ela
possui graduação em Letras, tendo obtido os diplomas de bacharel (2004) e licenciada (2005) em Língua Portuguesa e Língua Francesa pela Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara (FCL/CAr), da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em pesquisa e ensino, trabalhando principalmente com os seguintes temas: estudos literários, semiótica, literatura comparada, intertextualidade, narrativa, conto, línguas estrangeiras modernas. Atualmente, é mestranda em Estudos Literários, sob a orientação do Prof. Dr. Luiz Gonzaga Marchezan e com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e graduanda reingressante em língua alemã, pela mesma faculdade. Atua também como professora voluntária em um projeto social na cidade de Araraquara - SP.


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Resposta:
Pablo Picasso.